terça-feira, 13 de dezembro de 2011

DEPOIS DA ESCALA DE SERVIÇO ANULADA, QUEM FOI A FAVOR E NEGAVA, AGORA CONFESSA

JURO QUE NÃO 
SABIA DA ESCALA?
Como forma de esconder e mascarar a não recarga dos cartões de passagens, a SMS definiu uma escala de serviço por meio de memorando, enviado ao CCZ e outros departamentos, no qual, a Secretária de Saúde afirmou ter sido fruto de um acordo com os sindicatos em uma reunião na SMS. Ao saber da notícia, a categoria se revoltou com a medida paliativa, argumentando: 1º- que o problema continuaria (por que o servidor pagaria 3 dias de passagens), 2º- que a prefeitura continuaria sem fazer as recargas, - que a contratação dos temporários perderia o sentido, pois a escala era a confissão que não existe necessidade de produção (por se manda ficar 15 dias em casa); 4º- que a escala era uma armadilha, pois alegariam depois que, quem paga 3 dias sem reclamar pode pagar 5, 6º- que os servidores pagaram passagem sem reclamar por ter sido favorecido com dois dias sem trabalhar 7º- que a escala não trouxe de volta o que os trabalhadores gastaram ao longo de três meses etc...

Com toda a revolta da categoria, algumas pessoas que participaram da reunião, que resultou no acordo da escala, começaram a dizer aos trabalhadores que não tinha sido feito nenhum acordo e que não concordaram com a tal escala”, a exemplo do próprio Salustino, que me disse pessoalmente, assim como disse a muita gente. Ouvi essa afirmação dos representantes do SINDAS por meio de Salustino, do SINDSAÚDE por meio de Rubens e do SINSENAT por meio de Soraya Godeiro, mas depois que fiz a denúncia ao Ministério Público e a escala foi anulada, algumas pessoas que se diziam contra a tal escala, que afirmaram não ter feito acordo algum, estão me criticando pela postura de ter denunciado.

Caros companheiros, a atitude de algumas pessoas em dizer que errei por ter denunciado a escala - o que só mascarava a não recarga de vales- nada mais é, do que a confissão que concordaram com acordo e que eram a favor da escala e, que mentiram para categoria quando disseram que não existiu acordo algum.

Tenho que externar que fui questionado por membros do SINDAS e do SINDSAÚDE por ter feito a denúncia à Promotoria da Saúde, como se tivesse errado e fosse contra quem está sem vale-transporte, com isso faço as seguintes perguntas:

É justo se acovardar e concordar com uma medida paliativa que ajuda a prefeitura a economizar dinheiro e descumprir a lei do vale-transporte? É justo que os agentes percam auxílio alimentação e paguem três dias de passagens do bolso? É correto que ao invés do sindicato lutar na justiça por esse direito, concordar com a gestão e calar? É bonito falar uma coisa e depois voltar atrás no que disse?. Se todas as respostas for sim eu errei em ter feito a denúncia, mas se você acha que o problema deve ser resolvido sem covardia, com seriedade e com sague no olho, cobre a resolução correta e não concorde com mais uma medida que prejudica os servidores.

“Hoje é 2 dias em casa para se calar diante da não recarga de vales, amanhã poderá ser mais dois para se calar diante de atraso de salario, e por aí vai”.

Lute pelo que é certo e dê ouvidos a verdade!
Cosmo Mariz - Secretário do SINDAS

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